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Economia: Crise grega pode virar crise americana?



Opinião Importante de Fernando Dantas.

Boa Leitura.

Dantas

por Fernando Dantas

Não é todo dia que dois importantes articulistas do Financial Times batem de frente. Martin Wolf, principal comentarista econômico do jornal britânico, e o historiador econômico Niall Ferguson não poderiam discordar mais em relação às lições mais amplas a serem tiradas da crise grega. Wolf, que tem um fino senso de ironia, mas não dispensa o ataque sem papas na língua de vez em quando, escreveu que “imediatamente desconsiderou como histeria” o argumento de Ferguson, exposto também em artigo no FT, de que a doença grega de crise fiscal vai se alastrar pelo mundo rico e chegar aos Estados Unidos. Aliás, muitos comentaristas têm cedido à tentação da metáfora óbvia: a crise na Grécia, berço do mundo ocidental, chegando aos Estados Unidos, expressão última e mais poderosa daquela mesma civilização.

Volutas retóricas à parte, é possível fazer um resumo simplificado do que há de substantivo na discussão. Os dois lados consideram que os principais países ricos – e, no caso, EUA e Inglaterra é que estão de fato na berlinda – terão fortes dores de cabeça fiscais, como herança maldita da crise e das políticas anticíclicas de déficit público. A diferença está na natureza dos problemas previstos. Analistas de instintos mais conservadores como Ferguson atacam o que consideram como excessos daquelas políticas, e acham que potências como os Estados Unidos podem sofrer o mesmo tipo de xeque-mate de desconfiança em relação à solvência pública aplicado pelos mercados na Grécia.

Já a corrente mais afeita ao keynesianismo, na qual Wolf (que está a anos-luz da esquerda) poderia ser incluído, não só considera que a política fiscal anticíclica foi fundamental para evitar o repeteco da Grande Depressão no período pós-quebra do Lehman Brothers, como acha que as conseqüências de se remover os estímulos rápido demais serão piores do que a inevitável ressaca nas contas públicas que virá mais adiante.

Wolf atribui uma probabilidade muito baixa à que a explosão do endividamento dos principais países ricos leve a uma crise de confiança do tipo grego, quando os mercados ameaçam suspender o financiamento a países deficitários, e os prêmios de risco disparam. Ele observa que o Japão, que usou e abusou de estímulos fiscais para tentar tirar a sua economia da estag-deflação pós-estouro da bolha em 1989/90, e passou por um aumento explosivo da dívida pública, nunca teve a sua solvência pública seriamente colocada em dúvida pelos mercados.

Dessa forma, o que estaria à frente dos países ricos superendividados seria um penoso processo de ajuste estrutural – basicamente aumento de impostos e corte de gastos permanentes –, não só para lidar com o rescaldo fiscal da crise, mas também com o envelhecimento da população e o consequente aumento da conta previdenciária. Enfim, um desagradável problema de médio e longo prazo, mas não uma sangria imediata. No curto prazo, a prioridade ainda seria a de eliminar de vez a possibilidade de uma recaída recessiva no mundo rico. E, para isso, os estímulos fiscais deveriam ser mantidos ou até ampliados.

Ferguson, por sua vez, não se acanha em prever que a crise de dívida soberana – reparem no linguajar até pouco tempo confinado a referências a países do Terceiro Mundo – iniciada na Grécia vai se transformar numa “crise fiscal do mundo ocidental”, atingindo os Estados Unidos. Um dos seus argumentos mais polêmicos é de que foram os bancos centrais, com o seu afrouxamento monetário quantitativo – fazer jorrar dinheiro na economia comprando títulos do setor privado –, que conseguiram a mágica de evitar a catástrofe pós-Lehman, e não a política fiscal expansionista. E as conseqüências desta última política, para ele, são mais urgentes e agudas do que criar a necessidade de um ajuste estrutural de médio e longo prazo. Num exemplo particularmente literal de frase bombástica, Ferguson escreve que “a dívida do governo americano é um porto seguro da mesma maneira que Pearl Harbor era um porto seguro em 1941”.

Esse debate mostra como o establishment continua cindido em relação à natureza da grande crise de 2008/2009 e aos remédios mais apropriados para ela. Os governantes, e particularmente o presidente Obama, têm decisões dificílimas pela frente. Para nem falar em todo o trabalho político de implementar para valer as decisões, uma vez que tenham sido tomadas.

Abaixo, os links dos artigos de Ferguson e Wolf para quem tem assinatura da edição eletrônica do FT:

Ferguson

Wolf

Fonte: http://blogs.estadao.com.br/fernando-dantas/


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Política Internacional: Brasil Flerta com o perigo....

16/02/2010 - 16h36

Presidente do Irã defende mediação do Brasil em crise nuclear

da Efe, em Teerã
da Folha Online

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O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, defendeu nesta terça-feira uma possível mediação do Brasil na crise nuclear envolvendo seu país e potências ocidentais. Em entrevista coletiva dada em Teerã, ele ressaltou pontos em comum entre os dois países. Para ele, da mesma forma que o Irã, o Brasil "procura mudar as coisas".

"Temos muitos amigos no mundo interessados em ajudar e colaborar e que, como nós mesmos, não estão de acordo com as tensões e buscam a paz", afirmou Ahmadinejad.

"Entre eles estão o povo e o governo do Brasil, com quem mantemos boas relações. O Brasil foi um dos países que defendeu o Irã", acrescentou Ahmadinejad, reiterando ue o Irã aceitaria a participação e os esforços do Brasil, que, para ele, "seriam frutíferos".

Em visita a Madri, o chanceler Celso Amorim confirmou hoje à agência Efe que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve viajar ao Irã em 15 de maio.

O ministro voltou a defender uma nova via de diálogo para buscar uma solução à disputa de Teerã com o Ocidente sobre a questão nuclear.

Segundo o chanceler brasileiro, o presidente Lula o encarregou de fazer gestões e participar de vários diálogos de modo a abrir caminho para uma solução negociada.

O ministro disse que, após conversas com as autoridades iranianas e ocidentais, vê que a distância para se chegar a isso "não é tão grande". "Talvez seja questão de se sentar à mesa e ver se realmente é possível preencher as brechas que ainda existem", afirmou.

"A impressão que tenho é que não é impossível e acho que seria um desejo do governo iraniano fazê-lo, depende da vontade política, da percepção que esse caminho, embora possa parecer um pouco tortuoso, é talvez o mais seguro", acrescentou.

EUA

Também na coletiva, Ahmadinejad disse que seu país "não leva a sério" as declarações da secretária de Estado americana Hillary Clinton. Em visita ao Oriente Médio, ela usou um tom extremamente duro contra o Irã, dizendo que o país se torna uma ditadura militar, e que as instituições civis e lideranças religiosas estão sendo substituídas pela Guarda Revolucionária.

"Não levamos a sério os seus comentários. Ela é obrigada a dizer essas coisas (...) Vemos contradições na administração americana, e não sabemos qual a sua verdadeira posição".

O líder do Irã disse ainda que o presidente americano, Barack Obama, "perdeu uma oportunidade". "Esperávamos que ele fizesse mudanças, e lhe dissemos que ajudaríamos. Onde está a resposta para minha mensagem?", questionou ele na coletiva de imprensa.

Estados Unidos e Irã romperam relações diplomáticas em abril de 1980, depois da Revolução Islâmica que derrubou o xá Mohammed Reza Pahlevi e à invasão da Embaixada dos EUA em Teerã, na qual estudantes revolucionários mantiveram 52 pessoas reféns durante 444 dias.

Após chegar à Casa Branca, Obama se mostrou disposto a tentar estabelecer uma nova relação com Teerã. No entanto, assessores do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Jamení, sugeriram que mudar a relação com os EUA "não é do interesse do Irã neste momento".

Carta

A França, os Estados Unidos e a Rússia disseram estar preocupados com a escalada do programa nuclear do do Irã em uma carta assinada por seus embaixadores e entregue à Agência Internacional de Energia Atômica, organização ligada à ONU.

Segundo os três países, membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), o enriquecimento de urânio a 20% por Teerã é injustificado --já que a proposta nuclear entregue pelas potências para a troca do material por combustível nuclear incluía garantias para o benefício do país.

A carta enviada nesta terça-feira ao diretor-geral da AIEA, Yukiya Amano, é uma resposta ao argumento iraniano --reforçado nesta terça-feira pelo presidente Mahmoud Ahmadinejad-- de que Teerã não aceitou a proposta nuclear das potências por não considerar os termos adequados.

Os diplomatas disseram que a carta foi entregue à imprensa para refutar as declarações de uma autoridade iraniana de que as potências ofereceram um novo acordo para o Irã.
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Política: Prisão de Arruda privilegia Constituição acima de 'manobras malandras'

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Especial de Música: Pitty, a Baiana Roqueira!


Pitty2


Enquanto Rola o Carnaval pelo Brasil, nada Melhor que ROCK!!!! Neste especial alguns dos melhores clips da Roqueira baiana.

Isto celebra também a volta do Blog após o Carnaval.

Algumas informações sobre a Roqueira baiana:

Nascida na capital baiana, Pitty passou a infância em Porto Seguro, no mesmo estado. Seu pai, músico e dono de bar, tocava bastante as canções do conterrâneo Raul Seixas, e ainda de outros tantos rockeiros dos anos 1960 e 1970, como Beatles, Elvis Presley e Lou Reed. Posteriormente, bandas como AC/DC, Nirvana, Pantera, Alice in Chains, Metallica, Faith No More, Mars Volta, Queens of the Stone Age e Muse fizeram parte de suas principais influências.

Cresceu em meio ao cenário de bandas baianas independentes, com as quais participou de rodas de shows em um bar de Salvador. Um dia, entrou na roda cantando "Smells Like Teen Spirit" da banda Nirvana e desde então decidiu investir na área musical, com o apoio do grande nome do cenário underground Rogério Big Brother (dono do selo bigbross records).

Também participou da banda Shes (1997–1999) como baterista. A banda era também formada por Carol Ribeiro (guitarra), Liz Bee (guitarra e vocal) e Lulu (baixo). Pitty participou também da banda Inkoma (1995–2001), iniciando sua carreira como vocalista.

Foi aluna da Faculdade de Música da Universidade Federal da Bahia.

Pitty foi procurada pelo produtor musical Rafael Ramos (o mesmo de bandas do mainstream adolescente brasileiro e do cenário independente, como Raimundos e Matanza).

Em 2003, lança seu primeiro álbum, Admirável Chip Novo, onde ela conquistou sua fama e vendeu mais de 250 mil cópias.

Em 2005 ela lançou o CD Anacrônico e mostrou que veio para ficar, sempre emplacando vários sucessos. Esse álbum vendeu mais de 180 mil cópias.

Em 2007, após a turnê do Anacrônico, ela lançou seu primeiro DVD ao vivo, o {Des}Concerto ao Vivo. Além de ser lançado nos formatos CD, DVD e DualDisc, o registro de show da banda foi também lançado em um modelo de aparelho celular, resultado de uma parceria com a Nokia. Com isso, Pitty recebeu o prêmio "Celular de Platina" pela vendagem de 200 mil aparelhos contendo seu álbum.

Em 2009, lançou seu mais atual álbum chamado Chiaroscuro. O primeiro single do álbum, Me Adora, logo atingiu os primeiros lugares nas principais rádios brasileiras. Chiaroscuro ganhou um jogo de celular que é baseado em suas músicas, algo inédito no país, chamado Chiaroscuro: O Jogo.

Devido ao voto popular, Pitty levou vários prêmios no MTV Video Music Brasil, da MTV Brasil, entre eles já foi duas vezes artista do ano, ganhou o prêmio de clipe do ano, show do ano, três vezes seguidas como vocalista da banda dos sonhos e muitos outros. Pitty ganhou aproximadamente 43 prêmios ao longo dos seus seis anos de carreira.

Pitty - Na Sua Estante


Pitty - Máscara


Pitty - Me Adora


Pitty - Déja Vu


Pitty - Equalize


Pitty - Teto de Vidro


Pitty-memórias


Um Abraço,

Luís Fernando Silva

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